terça-feira, 4 de agosto de 2015

FUNCIONAMENTO COGNITIVO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL



FUNCIONAMENTO COGNITIVO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL


Rita de Cássia D. de Lima

De acordo com as leituras realizadas nos textos sugeridos percebemos que as características do funcionamento cognitivo das pessoas que apresentam deficiência intelectual são semelhantes às pessoas ditas normais no aspecto estrutural. Já no aspecto funcional, difere bastante quando está relacionada à mobilização dos esquemas cognitivos em situações de resolução de problemas.
A autora cita INHELDER (1963) que observou oscilações anormais no desenvolvimento operatório de pessoas com deficiência intelectual.  As oscilações provam que fatores extras cognitivos podem influenciar os mecanismos operatórios, chegando até mesmo a interferir no pensamento. São três as oscilações: inquietude, sugestibilidade e hesitação. Estas em um contexto de troca social podem ter um efeito sobre a fragilidade do pensamento das pessoas com deficiência intelectual.
Para Zigler (1969), ao elaborar a teoria do desenvolvimento, afirma ” que os aspectos emocionais tem um papel importante no modo de resolução de problemas das crianças com deficiência intelectual.” O desenvolvimento das crianças com deficiência intelectual é caracterizado por uma progressão mais lenta, porém idênticas as das crianças ditas normais.
A teoria de Piaget aplicada à deficiência intelectual aborda os processos cognitivos das pessoas com deficiência intelectual visando verificar se o desenvolvimento cognitivo da criança com deficiência intelectual é comparável ao das crianças ditas normais. Vários estudos aplicados à teoria de Piaget relacionada à deficiência intelectual sugerem as seguintes conclusões: que a sequência do desenvolvimento das crianças com deficiência intelectual e das crianças ditas normais é basicamente a mesma. Entretanto, o ritmo da passagem entre diversos estágios se caracteriza por importantes retardos.
Com relação aos aspectos cognitivos e socioemocionais que interferem na aprendizagem e no funcionamento desses alunos, é preciso considerar o papel que os aspectos emocionais têm com as crianças com deficiência intelectual resolvem os problemas, pois  eles afetam o desenvolvimento destas. Dentre estes fatores estão: [...] a qualidade das relações sociais, as interações sociais negativas, a expectativa de fracasso, a dependência dos outros e a baixa autoestima. (FIGUEIREDO E POULIN, 2008, p.4)
Diante do estudo realizado vale ressaltar que é de suma importância para o professor do AEE, a compreensão dos aspectos do funcionamento cognitivo do aluno que apresenta deficiência intelectual, pois irá contribuir para subsidiar o trabalho dele na sala de recursos multifuncionais. 

REFERÊNCIAS:
FIGUEIREDO, R. V.: J. Aspectos funcionais do desenvolvimento cognitivo de crianças com deficiência mental e metodologia de pesquisa. In: Silvia Helena Vieira Cruz (Org.). A criança fala: a escrita, de crianças em pesquisa. 1ed. São Paulo: Cortez, 2008, v.1 p. 01-15.







domingo, 13 de julho de 2014

REFLETINDO SOBRE O " MODELO DOS MODELOS"



REFLETINDO SOBRE O MODELO DOS MODELOS


 Rita de Cássia Domingos de Lima


O texto “O modelo dos modelos” de Ítalo Calvino nos faz parar e refletir sobre algumas questões inerentes a nossa prática no dia a dia das escolas.
O autor nos fala de um modelo pronto, perfeito, lógico que fosse capaz de adaptar-se a todos os outros, e por fim que esse modelo servisse de base e se adequasse a todas as realidades.
Para podermos conhecer o todo é necessário conhecer primeiro as partes. É como no AEE, cada aluno tem sua especificidade. Para conhecer o aluno é preciso conhecê-lo de perto, identificar a causa do problema através do estudo de caso que se desenvolve em cinco etapas, até culminar no plano de AEE.
Para que isso aconteça se faz necessário que o professor não deva enxergar só a deficiência em si, as limitações, e sim procurar conhecer melhor cada aluno, o que ele tem em sua essência, as suas potencialidades, acreditar que o mesmo possa contribuir na superação de seus obstáculos.
Devemos apagar como diz o autor do texto acima citado os modelos dos modelos homogêneos, padronizados em que tudo deve estar perfeito, sem erros, retos e alinhados, ou melhor, romper com o paradigma da normalidade para que possamos aceitar a conviver com as diferenças, onde todos possam ser beneficiados.

domingo, 8 de junho de 2014

CARTÕES DE COMUNICAÇÃO


CARTÕES DE COMUNICAÇÃO UMA ALTERNATIVA PARA ALUNOS COM TEA-TGD

 

                                           Rita de Cássia Domingos de Lima



Descrição da imagem: a imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais (visualiza-se o símbolo “tchau”), amarelo são os sujeitos (visualiza-se a palavra “mãe”), verde são os verbos (visualiza-se o símbolo “desenhar”), laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo “perna”), azul são os adjetivos (visualiza-se o símbolo “gostoso”) e brancos são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriores citadas (visualiza-se o símbolo “fora”).

 

Os cartões de comunicação são recursos de baixa tecnologia que servem para transmitir uma mensagem. Os cartões de comunicação são simples, pois mostram símbolos gráficos em um espaço compacto.

Geralmente são organizados em fichários, presos em argolas ou em porta-cartões de modo que o usuário possa folheá-los.

Estes cartões podem ser utilizados por pessoas de todas as idades, que não possuem fala ou escrita funcional devido a várias disfunções como: autismo, paralisia cerebral, deficiência mental, AVC (acidente vascular cerebral), entre outros.

Também, utilizamos os cartões de comunicação com crianças que possuem baixa visão, onde existe a necessidade de ampliarmos muito os símbolos gráficos.

Estes cartões podem ser utilizados na sala de aula na construção da rotina com uma turma, em oficinas como tópicos de interesse dos alunos.

Uma atividade bastante interessante é fazer uma oficina de culinária onde o professor pode selecionar o vocabulário da receita e após, organizá-lo com a turma, ordenando os cartões para montar a receita.

Nessa atividade aproveita-se não só para explorar o léxico, como também a organização sintática, envolvendo alunos falantes e não falantes.

O professor de AEE poderá com o uso dos cartões de comunicação iniciar o uso de simbologia gráfica para CAA, e que posteriormente irá evoluir para o uso de pranchas maiores. O uso dos cartões de comunicação estimula o aluno a fazer associações entre a atividade e o símbolo, levando assim a comunicação e a compreensão.

 

Referências:

SCHIRMER, C. R. et al. Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA In: AEE e Deficiência Física. São Paulo: MEC/SEESP, 2007. P.57-64.

 

 

 

sábado, 3 de maio de 2014

Distinguindo a Surdocegueira e a Deficiência Múltipla


Distinguindo Surdocegueira e Deficiência Múltipla

 


 

Rita de Cássia Domingos de Lima

 

Segundo Maia (2011, p.1) a “surdocegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes”. Existem vários tipos de surdocegueira como: surdocego total, surdocego com surdez profunda associada com resíduo visual, surdocego com surdez moderada associada com resíduo visual, surdocego com surdez moderada ou leve com cegueira, surdocego com perdas leves tanto auditivas quanto visuais. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida.

Por muito tempo, a surdocegueira foi considerada uma deficiência múltipla. Porém em 1991, vários profissionais, familiares e pessoas com surdocegueira se uniram para uma “Ação Afirmativa” para reconhecimento da surdocegueira como uma deficiência única. Tudo isso ocorreu em virtude de não se beneficiarem dos programas educacionais para pessoas somente com surdez e ou de pessoas com deficiência visual.

A deficiência múltipla de acordo com a Lei 7.853 de 24/10/1984 é definida como: a associação, no mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual, visual, auditiva, física), com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa.

Com relação às necessidades básicas desses alunos concordamos com Serpa (2002, p.2) ao afirmar que “a comunicação é o aspecto mais importante, e por isto, deve-se focar nela a atenção na implementação do programa educacional/terapêutico, já que é o ponto de partida para chegar a qualquer aprendizagem”.

Importa informar que o corpo é a realidade mais imediata do ser humano. É a partir e por meio dele, que o ser humano descobre o mundo a si mesmo. Logo, favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de suma importância.

A esse respeito Bosco, Mesquita e Maia (2010, p.11) afirmam que: “as pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla que não apresentam graves problemas motores precisam aprender a usar as duas mãos”.  Isso “[...] para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação”. O tato é o sentido, depois da visão e da audição que pode oferecer mais informação.

Concordamos com os autores ao afirmarem que “todo trabalho com o aluno com deficiência múltipla e com surdocegueira implica em constante interação com o meio ambiente.” (BOSCO, MESQUITA, MAIA, 2010, p.12).

Várias estratégias são utilizadas para aquisição da comunicação da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla.  A caixa de antecipação será a primeira estratégia de comunicação e devem ser utilizadas com alunos que ainda não têm nenhum sistema formal de comunicação. Os objetos de referência é outra estratégia utilizada que tem significado especial, o qual tem a função de substituir a palavra e, assim, podem representar pessoas, objetos, lugares, atividades ou conceitos associados a eles.  Os símbolos tangíveis “são objetos ou figuras que vão no lugar de, ou representam algo sobre o qual queremos comunicar”. (ROWLAND e SCHWEIGERT, 2005, p.2)

As Pistas também são estratégias usadas para aquisição da comunicação para a pessoa com surdocegueira ou deficiência múltipla. As pistas podem ser de contexto, de movimentos, e pistas táteis.

 

REFERÊNCIAS:

BOSCO, Ismênia C.M.G.; MESQUITA, Sandra R.S.H. MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo 1 – A pessoa com Surdocegueira. Capítulo 2 – A pessoa com Deficiência Múltipla. Capítulo 3 – Necessidades Específicas das Pessoas com Surdocegueira e com Deficiência Múltipla.

MAIA, Shirley R. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo – 2011.

ROWLAND Charity e SCHWEIGERT Philip – Soluções Tangíveis para Indivíduos com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira. Apostila In mimeio. Tradução Acess. Revisão: Shirley R. Maia-2013.

domingo, 16 de março de 2014

Reflexões da educação escolar de alunos com surdez

 A nova política de educação escolar de alunos com surdes no Brasil na perspectiva da Educação Inclusiva propõe romper com o confronto entre gestualistas e oralistas. A referida política  desaprova as propostas que são contra a inclusão dos alunos com surdes, pois estas separam as pessoas com surdez das pessoas ouvintes, negando o seu potencial, nega a língua natural dos alunos surdos e provoca perdas sensoriais consideráveis nos aspectos cognitivos, sócio afetivos, linguísticos, políticos e culturais na aprendizagem desse alunos. 
A luz do pensamento pós-moderno a pessoa com surdez é vista como um ser humano descentrado que não tem deficiência e sim como um pessoa que tem perda sensorial auditiva, ou melhor, possui surdez. Por outro lado, existe uma potencialidade do corpo biológico humano e da mente humana, "[..] tornando essa pessoa capaz, como ser de consciência, pensamento e linguagem" (DAMÁZIO e FERREIRA, 2010, p.48).
Concordamos com a autora ao afirmar que "mais que uma língua, as pessoas com surdes precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva" (DAMÁZIO, 2010, p.50).
A autora ressalta que a inclusão do aluno com surdez "deve acontecer desde a educação infantil até a educação superior, garantindo-lhe, desde cedo, utilizar os recursos de que necessitam para superar as barreiras do processo educacional [..]" (DAMÁZIO, 2007, p.14).
Desse modo, para que o desenvolvimento linguístico ocorra faz-se necessário que os alunos surdos tenham a oportunidade de desenvolver a Libras desde cedo, a fim de que tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial e possam entrar no mundo da leitura e da escrita significativa, assim como ocorre com os ouvintes.
As práticas pedagógicas que assumem a bordagem bilíngue visa capacitar a pessoa com surdez para utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na vida social: a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferencialmente na modalidade escrita. A partir do Decreto 5.626/05, que regulamentou a lei de Libras, as propostas educacionais começaram a se estruturar.
No contexto da Educação Especial na perspectiva inclusiva o Atendimento Educacional Especializado é construído e legitimado. O  AEE na escola e classe comum oferece novas possibilidades para os alunos com surdez, em que a Libras e a Língua Portuguesa escrita são línguas de comunicação e instrução.
Segundo Damázio (2010, p.52) o AEE tem função de "organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas a autonomia e a independência social, afetiva, cognitiva e linguística da pessoa com surdez na escola e fora dela".
Dessa forma o planejamento do AEE é elaborado e desenvolvido em conjunto com os professores que dão aulas em Libras, professor da sala de aula comum e professor de Língua Portuguesa para pessoas com surdez.
Conforme Damázio (2007), o AEE envolve três  momentos didático-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras, Atendimento Educacional Especializado de Libras e Atendimento Educacional Especializado de Língua Portuguesa, que visam oferecer a esses alunos a oportunidade de demonstrarem e se beneficiarem de ambientes inclusivos de aprendizagem.
Referências:
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.
DAMÁZIO, Mirlene F.M. Educação Escolar Inclusiva para Pessoas com Surdez. In Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com Surdez. Curitiba: CROMOS, 2007, p. 13-16

domingo, 1 de dezembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO

 
FILME COM AUDIODESCRIÇÃO
 
 
 
 
 
 
 
 
A Audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais gravados ao vivo, como: peças de texto, programas de tv, exposições, mostras musicais, [..] "É uma atividade [..] que transforma o visual em verbal"[..] (MOTTA;FILHO, 2010, pg.02).
A Audiodescrição vem contribuindo de forma relevante para a inclusão cultural, social e escolar das pessoas com deficiência visual. A Audiodescrição é arte de transformar aquilo que não é visto no que é ouvido.

domingo, 20 de outubro de 2013

O uso de software educativo como estratégia de ensino

 O uso de software educativo tem como objetivo introduzir  o computador na vida das crianças, se tornando um maneira diferente, agradável e adequada ao desenvolvimento da cada uma delas. O alunos vão explorar atividades que envolvem letras , números, formas e cores. Os jogos oferecem um mundo lúdico interativo, envolvente e colorido, estimulando o aprendizado de maneira divertida.
 Vygotsky estabelece uma relação estreita entre o jogo e aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande
 importância para o desenvolvimento cognitivo resultante da interação entre a criança e as pessoas com quem mantem contatos.
O jogo e o brincar fazem  parte do ser humano em toda e qualquer idade, são fundamentais para o desenvolvimento, pois estimula a construção de conhecimento através de aprendizagem significativas.
Desta forma o professor pode contar com o uso de diferentes jogos pedagógicos , inclusive os software educativos como estratégias de ensino para auxiliar o aluno no processo de aprendizagem.
 O SEBRAN ou ABC do SEBRAN como é mais conhecido é um jogo completo que conta com inúmeras utilidades para que as crianças aprendam brincando num ambiente com figuras coloridas, música e criatividade. O software possui 12 tipos de atividades, onde é explorado: alfabeto, memória, atenção, raciocínio lógico, coordenação motora, etc.
O software do Sebran traz várias atividades que desenvolvem os mecanismos de aprendizagem de forma lúdica que podem ser utilizado na sala de AEE, ou em outro ambiente. É fundamental no jogo que a criança descubra por si mesma e para tanto o  professor do AEE, deverá fazer e oferecer situações desafiadoras que motivem o aluno a dar diferentes respostas, estimulando a criatividade e a descoberta. O SEBRAN pode ser baixado gratuitamente.


domingo, 8 de setembro de 2013

Recursos de Tecnologia Assistiva

  Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS, CORDE/SEDH/PR, 2007,p. 3).      
   A Tecnologia Assistiva é composta por duas frentes: os serviços e os recursos.
 - Serviços: Serviços que diretamente auxiliam pessoas com necessidades especiais a selecionar, obter/comprar ou usar recursos de Tecnologia Assistiva. Em geral, são serviços prestados por profissionais de diversas áreas, incluindo a fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, educação, dentre outros.
- Recursos: Todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema confeccionado ou disponível comercialmente utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência.
  Os alunos com deficiência física podem ter dificuldade de realizar tarefas rotineiras na escola como pintar, desenhar, escrever, cortar, colar, etc. Para isso podemos introduzir um recurso que favoreça o desempenho de atividades pretendidas.
    A Aranha Mola ou facilitador para a escrita, é um receptor de lápis, pincel e caneta. Com a finalidade de auxiliar o usuário nas tarefas mais simples como escrever e pintar também tem como objetivo reeducar, estabilizar e auxiliar no movimento. Sua principal função é manter atividade controlada da pinça com realinhamento articular.

domingo, 4 de agosto de 2013

A função do professor do AEE


                                         A FUNÇÃO DO PROFESSSOR DO AEE

Rita de Cássia Domingos de Lima

De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva de 2008, o AEE é assegurado pelo Decreto 7611/2011 e pela Resolução nº 04/2009 – CNE/CEB (Conselho Nacional de Educação / Conselho de Educação Básica) e pela nossa Constituição de 1988. O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço da educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas (SEESP/MEC, 2008). O AEE complementa e/ou suplementa a formação do aluno, visando a sua autonomia na escola e fora dela, constituindo oferta obrigatória pelos sistemas de ensino. É realizado nas escolas comuns, na sala de recursos multifuncionais. Portanto, é parte integrante do projeto político pedagógico da escola.

É nesse cenário que o professor do AEE tem seu papel relevante tanto na escola como na sala de recursos multifuncionais.  Pois, o professor do AEE não tem como única atribuição o atendimento em si no aluno. Suas atribuições estão atreladas a outras ações que promovem igualmente os recursos de acessibilidade. Dentre estas atribuições consideramos fundamentais: a articulação com os professores da sala de aula comum, orientação às famílias dos alunos, a elaboração e execução do plano de AEE e o de disseminar o processo de inclusão na comunidade escolar.

O Estudo de Caso é de fundamental importância para o desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, pois é uma ferramenta no processo de investigação e avaliação do aluno. É através das etapas do estudo de caso que o professor será capaz de conhecer os aspectos cognitivos, motores e sócio afetivo do aluno e assim construir um perfil do mesmo. Após o estudo de caso o professor poderá elaborar o plano de AEE de acordo com as especificidades do aluno, e desenvolver ações em parceria com o professor da sala de aula que venha contribuir para sua aprendizagem.

Com relação ao plano de AEE, o mesmo é construído pelo professor da sala de recurso multifuncional após concluir todas as etapas do estudo de caso. Para construí-lo o professor precisa ter clareza sobre a natureza do problema apresentado pelo aluno. Assim o plano de AEE irá atender as necessidades do aluno de forma a garantir com autonomia o acesso, a permanência e a participação dele na escola.

 

sábado, 15 de junho de 2013

Termos que devemos evitar

- Alunos de inclusão: Nas escolas, todos são de "inclusão". Ao se referir a aluno surdo, por exemplo diga aluno com (ou que tem) deficiência auditiva.
- Cadeirante: o termo reduz a pessoa ao objeto. Diga pessoa em cadeira de rodas ou que anda em cadeira de rodas.
- Cadeiras de rodas elétrica: Trata-se de uma cadeira de rodas com motor, portanto deve-se dizer cadeira de rodas motorizada.
- Ceguinho: O diminutivo desixa a impressão de pena. O correto é cego, pessoa cega, ou com deficiência visual.
- Criança normal: O termo sugere que a dificiência é "anormal". Diga aluno, criança ou adulto sem deficiência.
- Deficiente: Não devemos reduzir as pessoas e suas capacidades a deficiência. O correto é pessoa com deficiência ou necessidades especiais.
- Escola ou classe normal: Devemos dizer escola ou classe regular ou comum.
- Excepcional: O certo é criança ou jovem com deficiência intelectual.
- Mongoloide ou Mongol: Diga aluno com Síndrome de Down ( em referência ao médico inglês: John L.Down).
- Portador de deficiência: a deficiência não é algo que se possa portar (carregar). O correto é pessoa com deficiência ou necessidades especiais.
- Surdo-mudo ou mudinho: o surdo só não fala porque não ouve. O certo é dizer surdo ou pessoa com deficiência auditiva.

Visão histórica da Deficiência



Olá a todos!
Recomendo o seguinte vídeo sobre a visão da histórica da  Deficiência através dos tempos.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Dicionário de Libras

 Olá pessoal através do link abaixo vocês tem acesso ao Dicionário da Língua Brasileira de Sinais: LIBRAS. Acesse e aprenda essa língua tão apaixonante! É fácil você clica na letra do alfabeto e aparece uma lista de palavras iniciadas com a letra, depois você clica na palavra e logo em seguida aparece a imagem do intérprete fazendo o sinal. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Deficiências - Mário Quintana


Vamos refletir um pouco!
Vejam que lindo esse vídeo do poema de Mário Quintana sobre Deficiências.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resolução Nº 4, de 2 de outubro de 2009


MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 (*)
Institui Diretrizes Operacionais para o
Atendimento Educacional Especializado na
Educação Básica, modalidade Educação
Especial.
O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação,
no uso de suas atribuições legais, de conformidade com o disposto na alínea “c” do artigo 9º
da Lei nº 4.024/1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131/1995, bem como no artigo 90, no
§ 1º do artigo 8º e no § 1º do artigo 9º da Lei nº 9.394/1996, considerando a Constituição
Federal de 1988; a Lei nº 10.098/2000; a Lei nº 10.436/2002; a Lei nº 11.494/2007; o Decreto
nº 3.956/2001; o Decreto nº 5.296/2004; o Decreto nº 5.626/2005; o Decreto nº 6.253/2007; o
Decreto nº 6.571/2008; e o Decreto Legislativo nº 186/2008, e com fundamento no Parecer
CNE/CEB nº 13/2009, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da
Educação, publicado no DOU de 24 de setembro de 2009, resolve:
Art. 1º Para a implementação do Decreto nº 6.571/2008, os sistemas de ensino devem
matricular os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento
Educacional Especializado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em
centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições
comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno
por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que
eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua
aprendizagem.
Parágrafo único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de acessibilidade
na educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com
deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e
pedagógicos, dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comunicação e
informação, dos transportes e dos demais serviços.
Art. 3º A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de
ensino, tendo o AEE como parte integrante do processo educacional.
Art. 4º Para fins destas Diretrizes, considera-se público-alvo do AEE:
I – Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza
física, intelectual, mental ou sensorial.
II – Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um
quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações
sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com
autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da
infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação.
III – Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial
elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou
combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.
(*) Resolução CNE/CEB 4/2009. Diário Oficial da União, Brasília, 5 de outubro de 2009, Seção 1, p. 17.
Art. 5º O AEE é realizado, prioritariamente, na sala de recursos multifuncionais da
própria escola ou em outra escola de ensino regular, no turno inverso da escolarização, não
sendo substitutivo às classes comuns, podendo ser realizado, também, em centro de
Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias,
confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria de Educação
ou órgão equivalente dos Estados, Distrito Federal ou dos Municípios.
Art. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar
ou domiciliar, será ofertada aos alunos, pelo respectivo sistema de ensino, a Educação
Especial de forma complementar ou suplementar.
Art. 7º Os alunos com altas habilidades/superdotação terão suas atividades de enriquecimento
curricular desenvolvidas no âmbito de escolas públicas de ensino regular em interface
com os núcleos de atividades para altas habilidades/superdotação e com as instituições de
ensino superior e institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes e
dos esportes.
Art. 8º Serão contabilizados duplamente, no âmbito do FUNDEB, de acordo com o
Decreto nº 6.571/2008, os alunos matriculados em classe comum de ensino regular público
que tiverem matrícula concomitante no AEE.
Parágrafo único. O financiamento da matrícula no AEE é condicionado à matrícula no
ensino regular da rede pública, conforme registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano
anterior, sendo contemplada:
a) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma
escola pública;
b) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola
pública;
c) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional
Especializado de instituição de Educação Especial pública;
d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional
Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias, confessionais ou
filantrópicas sem fins lucrativos.
Art. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos
professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação
com os demais professores do ensino regular, com a participação das famílias e em interface
com os demais serviços setoriais da saúde, da assistência social, entre outros necessários ao
atendimento.
Art. 10. O projeto pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a
oferta do AEE prevendo na sua organização:
I – sala de recursos multifuncionais: espaço físico, mobiliário, materiais didáticos,
recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos;
II – matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou
de outra escola;
III – cronograma de atendimento aos alunos;
IV – plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos
alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas;
V – professores para o exercício da docência do AEE;
VI – outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de
Sinais, guia-intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de
alimentação, higiene e locomoção;
VII – redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do
desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que
maximizem o AEE.
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Parágrafo único. Os profissionais referidos no inciso VI atuam com os alunos públicoalvo
da Educação Especial em todas as atividades escolares nas quais se fizerem necessários.
Art. 11. A proposta de AEE, prevista no projeto pedagógico do centro de Atendimento
Educacional Especializado público ou privado sem fins lucrativos, conveniado para essa
finalidade, deve ser aprovada pela respectiva Secretaria de Educação ou órgão equivalente,
contemplando a organização disposta no artigo 10 desta Resolução.
Parágrafo único. Os centros de Atendimento Educacional Especializado devem
cumprir as exigências legais estabelecidas pelo Conselho de Educação do respectivo sistema
de ensino, quanto ao seu credenciamento, autorização de funcionamento e organização, em
consonância com as orientações preconizadas nestas Diretrizes Operacionais.
Art. 12. Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para
o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial.
Art. 13. São atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado:
I – identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de
acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo
da Educação Especial;
II – elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a
funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade;
III – organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos
multifuncionais;
IV – acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de
acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da
escola;
V – estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na
disponibilização de recursos de acessibilidade;
VI – orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade
utilizados pelo aluno;
VII – ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais
dos alunos, promovendo autonomia e participação;
VIII – estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à
disponibilização dos serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias
que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares.
Art. 14. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.
CESAR CALLEGARI
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Pesquisa sobre Educação Especial


“EAD Pesquisa sobre AEE”

De acordo com o que foi orientado na atividade o site que foi pesquisado é a Bengala Legal. A Bengala Legal é um site para todos, e foi desenvolvido de forma a oferecer acessibilidade aos visitantes, seguindo as diretrizes e metodologia da W3C (World Web Consortium), apresentadas no documento e na atual Diretrizes para Acessibilidade dos conteúdos da Web 2.0.
Neste site encontramos diversos artigos relacionados à inclusão, acessibilidade e políticas públicas. Esses artigos são divididos em áreas como: Educação inclusiva, Psicologia, Sexualidade, História e Políticas, Relacionamento familiar, Legislação e trabalho, Deficiências, Acessibilidade, Temas diversos, com textos específicos, reportagens, vídeos, depoimentos e sugestões de links favoritos.
Convido e indico para todos visitarem, descobrirem e buscarem conhecimentos.
Referência: http://www.bengalalegal.com acesso em 11/05/2013